
Mas em seus olhos há um brilho
Não de felicidade, mas sim, de uma lágrima
Que agora, atreve-se a rolar por seu rosto.
É evidente a dor em seus olhos
Porém, ela não deixa escapar sequer uma réstia da angústia amarga que assola seu coração...
Ela agora começa a cantar
Em sua torre - prisão.
Seu longo cabelo negro, solto contra o vento
Parece querer levar sua dona em direção a liberdade!
Mas não!
O furioso dragão vermelho a aguarda com dentes pontiagudos.
Seu triste canto perdura pela noite,
Agora já, quase, um amanhecer...
Sua garganta dói,
Seu corpo todo treme,
Ela então, já grita...
Mas agora... Nem sequer um sussurro consegue escapar dos teus lábios.
Ela parece avistar ao longe a sua liberdade.
Oh! Sim!
Seu príncipe veio buscá-la!
Ela quer falar-lhe, gritar por ele, cantar...
Mas não consegue...
Então, o negro do céu se torna alaranjado, o Sol já aponta no horizonte.
Ela acorda de um sono profundo e se entristece
Ao perceber que foi apenas um sonho...
Olha ao seu redor, nada mudou.
Caminha até a janela da torre e como num ato de fúria,
Grita.
Mas nenhum sussurro escapa de seu manifesto.
No parapeito da janela vê as marcas de seu choro noturno
Que agora, lentamente, volta a cair.
Laura Ribeiro
21/11/2009
Esse texto eu dedico à minha querida amiga Renata... Só ela sabe porquê.
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