
Há dias em que tudo é tão mais cinza... tão, sem cor.
Nesses dias eu não falo muito, pois não há mais nada a ser dito
O que falei em segredo minutos antes de ver o Adeus e ter a saudade por amiga inseparável, hoje já não surte mais efeito algum... É como se aquelas palavras não ditas fossem uma droga com a qual meu organismo já se acostumara a digerir. Não provoca mais sensação alguma.
É certo que me sobe um frio pela espinha toda vez que penso em nós, mas... De que me adianta? Lembranças não vão trazê-lo de volta.
Lembranças não curam feridas (apenas as cutucam e ferem mais)
Lembranças não servirão para fazê-lo esquecer desse seu amor vão por um outro alguém.
Nem sei porque penso nisso às vezes, coincidamente em dias assim, tão sem vida...
É triste ter todos os seus sonhos despedaçados por alguém que dizia acreditar neles.
E hoje, vejo os reflexos desses meus sonhos pisoteados por aquele em quem confiei...
Os entreguei tão delicadamente... E veja só no que deu! Estilhaços... Cacos podres... Imundos... Pedaços vazios... Sem vida... Meus sonhos, mortos.
Mortos por quem prometeu que iria protegê-los... Mas agora, não resta sequer vestígios, apenas... Cacos podres...
Resta-me apenas, meus sonhos... Mortos.
Laura Ribeiro
Fazia tempo que não aparecia, mas enfim, lindo texto, adorei. Sei bem como é ver tudo sem cor...No meu caso eu sempre consigo desviar a minha atenção para as minhas amigas...Tenta isso também... Estou aqui viu? Também tenho saudades...
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