
Alma que há muito se perdera naquele imenso vazio negro e frio... Alma, que havia abandonado um corpo brutalmente ferido e que não mais suportou as agonias e desespero mundanos...
Então, fizera escorrer de seus pulsos, o sangue negro já coagulado pelos ferimentos da carne...
Pelo sofrimento da alma...
Pela tristeza no olhar...
Um dia talvez, a alma também possa se cansar de correr por entre campos de flores mortas.
Ou por sentir frio...
Cólera...
Tristeza...
Saudades...
Dor.
Talvez, sua desgraça termine quando encontrar uma luz em meio às trevas e quem sabe, seus pecados terrenos possam ser perdoados e a culpa, de por fim a própria vida, deixe de assolar essa triste alma moribunda que inconsolavelmente vaga no grande vale da morte, entre flores murchas, desprovidas de cor e perfume...
Flores que se assemelham à ela...
Tão sem vida e esperanças, entregue a própria sorte...
No grande vale das sombras da morte.
Laura Ribeiro
O texto é triste, mas tá muito bom!!!
ResponderExcluirbeeijoos*
Eu gostei muito! Parabéns!
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