"Minha mente está cheia e eu estou transbordando" [Ira!]
"Acho que mais me imagino do que sou, ou o que sou não cabe no que consigo ser." [Ferreira Gullar]
"Quem fala em flor não diz tudo. Quem fala em dor diz demais. O poeta se torna mudo sem as palavras reais." [Ferreira Gullar]


- Não importa se é sem sentido, não importa se é sem significado. O importante é que escrevo e assim alivio. Seja bem-vindo ao meu mundo e voe por meus versos! Dê os devidos créditos e assim terá um mundo inteiro de palavras onde viver. Esse é meu mundo e se quiser fazer parte dele é só me seguir...

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2 de julho de 2012

Caio F. Abreu e umas palavras a mais


Imagem: de um Tumblr que não lembro mais
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa..."
Caio F. Abreu

Porque eu não me deixo... É, eu sei, sou complicada, você é complicado, a vida é. E por mais que eu queira simplificar as coisas que acabamos dificultando, não consigo, porque simplificar dificultaria mais as coisas, dizer o que se quer nem sempre esclarece as ideias ou libera o pensamento de pesos e correntes. Talvez fizesse pesar ainda mais a consciência, quando depois do ato se pensa: "ah, poderia ter dito isto ou aquilo, suavizado tal expressão, derramado umas duas lágrimas, ou ter dito tudo entre um meio-sorriso e outro...", mas não. Não é assim tão simples, e também não é assim tão difícil. Só que, o que eu precisava dizer? Já não lembro mais.
Laura Ribeiro


••• Caio, sempre Caio. Inspirando poetas enferrujados, e fazendo as teias de aranha destes meus dedos voltarem-se para a poesia. 

13 de janeiro de 2012

Amor, deserto e tempestade...

Hoje é a primeira postagem do ano! Não preparei nada em especial... Nenhum texto grandioso, nenhum poema trabalhado cuidadosamente, apenas a esperança de que sonhos se realizem, e que eu tenha força e coragem suficientes para torná-los assim.
Hoje deixo um texto que saiu tão naturalmente de mim, que fiz o favor de não alterar uma palavra sequer... Apresento-lhes: Amor, deserto e tempestade.


Às vezes fico pensando: o que faz um amor se apagar?
Por que um sentimento parece simplesmente deixar de existir de um dia pro outro como se nunca houvesse existido? Como uma tempestade de areia que apenas passa devastando tudo pela frente, mas tudo volta a ser apenas areia, vento, céu e solidão. Vazio... Nada.
É assim que vejo a tempestade devastadora de uma paixão. Dizem que paixão e amor são duas coisas totalmente distintas, e até penso ser assim, mas quando se trata de sentimentos, não pensamos em detalhes e culpamos o amor.
Então talvez um amor não vire simplesmente poeira assim, talvez. Será que ele vai se desvanecendo aos pouquinhos, pedaço por pedaço, assim como a morte de uma grande árvore? Começa pelas folhas aparentemente, é quando a beleza do sentimento que antes havia, passa a não mais existir... E aí a árvore totalmente seca apenas com seus galhos longos e retorcidos vai se deixando levar, até que numa tempestade é levada pelo vento. Tomba no chão. E é o fim. Isso poderia explicar o fato de muitas vezes as lembranças nos atormentarem e demorarmos para chegar ao esquecimento, pois a chuva pode ter levado apenas parte da árvore. Algumas vezes as raízes podem persistir. E ficamos na esperança dela crescer totalmente, mas é como se parasitas atacassem as raízes também, então, nada nos resta. É hora de arrancar tudo, e tentar recuperar o solo. A madeira caída não serve para mais nada além de virar pó... Deserto.
Amor, deserto e tempestade. Três coisas tão distintas, mas que para mim possuem ligações tão metafóricas quanto reais.
Às vezes penso que poderíamos planejar quando nos apaixonaríamos, contudo essa coisa de amor, questionamentos, dúvidas e arrependimentos não teria a menor graça... E se fosse assim, não existiria tudo isso escrito aqui. Não é mesmo?

23 de dezembro de 2011

Entre moscas e carvalhos...

Há pessoas que entram em nossas vidas ao acaso e bagunçam tudo o que demorou pra ser restabelecido, deixando marcas um tanto dolorosas quando decidem ir embora de maneira egoísta; Há pessoas que vêm, ficam um tempo e acabam indo por simplesmente não terem razões para ficar; Há pessoas que vem para somar e não acrescentam nada ou aquelas que só aparecem quando lhes convêm. Só que há aquelas que fazem a diferença e acima de tudo, marcam seu espaço e não se permitem partir... São como grandes carvalhos que demoram para crescer mas fincam suas raízes tão firmes no solo que nunca vão embora de verdade, ao contrário das outras que são como moscas que só deixam larvas e podridão. Neste ano aprendi a enxergar e a cuidar de meus carvalhos. Aprendi a limpar meu solo para que moscas não pousem.

Há sempre uma pessoa que entra na nossa vida sem razão nem porquê, parece até que não ficará por muito tempo, mas também não parece ser como uma mosca. Talvez esteja preparando o solo pra fincar suas raízes... Enquanto diz ser temporário. Só que nem a gente nem ela sabe o quanto se tornará importante. E essa nova relação pode ser de amizade eterna, de companheirismo e de amor. 

Há pessoas que marcam nossas vidas e de um jeito ou de outro, carvalho ou moscas, ficando ou partindo, elas ficam na memória um certo tempo até que o esquecimento chegue. E ele pode ser assim que ela se vai, ou quando nos obrigamos a deixá-la ir. Ou então, ele simplesmente não vem. 
E sinceramente, desejo que ele não venha agora tirar-me as boas memórias, mas que leve as larvas consigo.

Laura Ribeiro,
algumas extensões de pensamentos para o facebook :)
Ah, inspiração... Como é bom tê-la de novo à porta, à ponta destes meus dedos e novamente fincada em meus olhos, ouvidos, alma e coração. Saia de minha boca mas retorne aos meus lábios sempre. Doce amiga&companheira.

12 de agosto de 2011

Como num voo a dois...


Como num parque de ferrugens que guarda lembranças por si só, vejo e revejo estes momentos que tanto me felicitam... Ah, como o adoro! Sim, porque somos tão somente nós... Há uma sintonia que nos envolve, que embala nossas noites tão mágicas e irreais.
Os sonhos contigo são os mais doces, e os dias... ah, os dias são sempre os mais alegres. Até nos desencontros nos encontramos depois de certo tempo. 
"Abraços e brigas.." diz a música e nossa vida a dois também! Reconciliar-nos faz tão parte da gente que às vezes até penso que são nossos desentendimentos que nos mostra o quanto nos completamos.
E como numa noite de luar completo, sinto as estrelas de teus lindos olhos pegarem minha alma no colo e abraçarem meus sonhos no espaço de teu mais belo sorriso!
Como num voo a dois.

Laura Ribeiro

6 de junho de 2011

sorry...

hoje vim para me desculpar. desculpar-me ao mundo por ser tão insana às vezes, e usar de minha sanidade exatamente quando é necessário usar de minha loucura. desculpar-me por não corresponder às expectativas alheias. desculpar-me por me desculpar. hoje vim não para falar de amores e desilusões porque ultimamente isso já não me inspira tanto mais. e peço desculpas por isso também.
hoje vim para me desculpas àqueles que ainda lêem esse blog na esperança de encontrarem algo novo e que lhes desperte a atenção, lhes aguce os sentidos e o desejo de 'quero mais'. desculpo-me por nunca cumprir com o prometido de continuar uma história. desculpo-me por ter parado de escrever O coração da Fênix. minha imaginação não anda fértil nesses ultimos tempos e por isso me desculpo. ah, e me desculpem por não usar letra maiuscula depois dos pontos. minha escrita ficou assim, espero que me perdoem por isso.
mas querem saber?? todo mundo tem essa fase de erros e desconcertos. talvez seja essa a minha fase desconcertante e errônea... já não prometo postar coisas novas porque não tenho certeza de quando a inspiração me pegará de surpresa novamente. e me desculpem meus amigos por eu não visitá-los em seus cantinhos que tanto admiro. escrava da universidade me tornei. agradeço aos selos que ganhei e peço desculpas por não te-los postado. nem sei se conseguirei, mas agradeço a todos.
despeço-me com estas palavras simples e sincerar. obrigada meus amigos, até um outro dia. voltarei sim, quando a inspiração resolver entrelaçar meus dedos novamente.
abraços...

Laura Ribeiro

22 de fevereiro de 2011

Pés descalços

Quebrei os meus desejos
Apostei nos meus defeitos
Calcei meus sapatos e parti...

Passei por estâncias [des]conhecidas
Apreciei todas as vistas
As quais, agora, esqueci.

Numa tarde bela e quente
Em que o Sol era poente,
Com a Lua adormeci.

Tive sonhos esquisitos
De sentimentos fugidios
Os quais nunca senti.

Era parecido com desespero
Ver todo um canteiro
morto - dentro de um jardim.

Sentei-me numa calçada
e na rua abandonada
solitária me senti.

Tirei os meus sapatos
Desfiz os nós dados
em minha pobre alma - e sorri.

Era uma tarde de verão
Dessas em que o coração
Sente-se pronto pra fugir.

Ir pra onde?
Já não sei.
Só sei que devo ir.

E nestas linhas incompletas
Entre declarações secretas
Acabo por me despedir...

Agora de pés descalços
Não dou mais aqueles passos falsos
que outrora fizeram-me cair.

Então com os amigos - de mãos dadas
Sigo por esta estrada
Que espero - e desejo - não ter fim.

Finalmente me encontrei
E a mim mesma perdoei
Pensando que agora hei de ser feliz!

Laura Ribeiro

- E ela se foi com a certeza de não mais voltar... Para aquele mundinho perdido no qual outrora se trancou. Agora ela sorri para o novo mundo que criou.

26 de janeiro de 2011

A promessa e o Adeus... (conto)

Ela estava com as malas e o coração prontos para partir. Estava indo para um lugar distante aonde teria apenas o alvorecer esplendoroso mostrando o astro rei erguendo-se na imensidão avermelhada. Um lugar aonde veria a Lua em sua infinita e cândida beleza... Aonde as estrelas lhe sorririam por serem tão somente juras de amor eterno. Ela estava segura do que sentia por ele, e sabia que ele viria, porque prometera. Ele sempre cumpria suas promessas. Como quando prometeu que largaria sua casa para viver ao lado dela em um lugar distante e paradisíaco. O lugar com o qual sonhava agora.
Passou uma hora. Ele deveria estar preso em alguma discussão com o pai, ela pensou.
Duas horas. Ele ficou preso no trânsito.
...
Cinco horas depois... Já era noite quando ela por fim, desistiu de esperar. Ele não viria. Era tudo mentira e ele não a amava. Talvez fosse tudo apenas uma ilusão, como poderia ser tão tola? Como pôde acreditar em palavras vazias? Ele nunca havia lhe provado seu amor mesmo. Ele era apenas como um outro qualquer, que não cumpria o prometido. Agora, nunca mais teria seu céu de sonhos tão lindo como desejara. Nunca mais teria aqueles olhos negros presos aos seus, porque estava decidida a não olhar mais no fundo deles. Nunca mais teria aquele sorriso encantador, capaz de fazer seu coração parar. Nunca mais...
A Lua tudo via e de longe acompanhava a dor da menina. Pobre apaixonada. Enlouquecida de mágoa. E por isso mesmo... Cegamente enganada. Embora de uma coisa ela estivesse certa.
Na mesma noite, ao chegar em casa, checou a secretária eletrônica e viu que havia dois recados. E decidiu ouvir, talvez fosse ele dando alguma explicação. O primeiro era realmente dele e dizia: "Meu amor, me espere no nosso lugar predileto, estarei lá assim que o Sol se pôr... Quero que saiba que independente do que aconteça eu sempre estarei ao seu lado, e quando não estiver, uma parte de mim estará. Amo você."
Por que ele não fora? Por que havia mentido? Ela pensava. O recado era tão convincente, e quando percebeu lágrimas brotavam de seus olhos e seu peito doía de forma inexplicável. Decidiu ouvir o segundo recado, que não era de seu amado, e sim de uma voz desesperada que dizia: "Sophie, aqui é a Mara, mãe do Paul. Ele estava indo ao seu encontro depois de uma briga com o pai e acabou sofrendo um acidente... Meu filho morreu Sophie... Ele morreu...O nosso Paul... O enterro será amanhã pela manhã, assim que liberarem o corpo, e eu tenho certeza de que ele gostaria de vê-la lá... Encontraram junto ao corpo dele, preso nas ferragens, uma foto sua e atrás dizia 'o meu amor que nunca morrerá'..."
Desespero. Pânico. Dor.

O que fazer? Nunca pensara nessa hipótese. Nunca imaginara sua vida sem o seu amado Paul.
Já no enterro, vendo-o pela última vez ela pensou consigo mesma: "O meu amor... Que nunca morrerá."
E ela tristemente estava certa... Nunca mais teria aqueles olhos negros presos aos seus, porque agora eles estavam presos à escuridão da morte. E nunca mais veria aquele sorriso estonteante, porque ele se perdera na gélida e vazia face que tinha agora. Paul se fora... Mas cumprira o prometido. Deixara uma parte de si com Sophie, pois dentro dela estava a germinar a linda semente do seu amor.


Laura Ribeiro

23 de janeiro de 2011

Felicidade elétrica - Vestibular, eu passei!

Nada pra fazer. Decidi entrar na internet novamente... Explorer aberto fui no botãozinho de News pra saber sobre chuvas e outras notícias quando vejo que o Mec havia liberado a lista de aprovados do Sisu!!!!! Meu corpo todo tremia e a emoção de abrir o site e ver meu nome lá, na LISTA DE APROVADOS, foi indescritível. Assim como nossa amiga Camila do blog I Write sins, not tragedies eu não sei explicar a sensação que senti, nem toda a poesia, nem toda a música do mundo poderia descrever a grandiosidade de minhas emoções. Era como se um choque eletrico estivesse a percorrer meu corpo e mandar a informação a todas as minhas células. Será que é essa a sensação de extrema felicidade? Meu sonho está prestes a se realizar e o que posso dizer além de agradecer aos céus, aos planos espirituais, aos meus amigos que me deram força, à minha família e à mim mesma também. Não farei agradecimentos individuais porque no estado em que estoupode ser que esqueça alguém e não quero que isso aconteça, mas agradeço a todos vocês meus amigos leitores por me alegrarem só por passarem por aqui. Agora vou indo... As palavras já me fogem e minhas mãos ainda estão trêmulas. Vou arrumar as malas. Rsrsrs' É brincadeira.

UFRRJ - Medicina Veterinária. Seropédica - RJ.

Eu nem acredito ainda, por isso fiz esse print, KKKKKKK'


17 de dezembro de 2010

Natal/2011 e Desafio dos Sete

"Salve, salve minha gente amiga!
Como é bom ter tanta gente"
[♪ Minha gente amiga - Ira! ♪]

Olá meus queridos! Bem, vim aqui rapidinho pra lhes dizer que a maratona de provas está chegando ao fim e que brevemente estarei de volta...

3 de outubro de 2010

Segure minha vida

"Foi assim que a conheci / Naquele dia junto ao mar / As ondas vinham beijar a praia/ O sol brilhava de tanta emoção / Um rosto lindo, como o verão / E um beijo aconteceu / [...] / Tenho certeza que não sonhava...♪"

26 de julho de 2010

Minhas asas de volta

Muitas vezes em nosso caminho, deparamo-nos com um obstáculo e por menor que seja, sempre ficamos na eterna dúvida do que fazer diante tal situação. Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo ocorre a cada novo dia que surge.

18 de março de 2010

Renovada

Saudações caros Anjos que vagam por aqui...
Voltei... Embora não deva fazer muita diferença. Mas enfim, vi que não adianta me afastar do único lugar onde posso falar sobre meus sentimentos sem que chamem de louca... Vi que é naqueles momentos de tristeza mais profunda ou alegria mais intensa que eu devo aparecer por aqui, porque é o espaço que criei exatamente para despejar meus sentimentos, pensamentos, angústias, desabafos, textos e outras coisinhas...

16 de outubro de 2009

O Vale Sombrio

Naquele grande vale, vaga uma alma triste.
Alma que há muito se perdera naquele imenso vazio negro e frio... Alma, que havia abandonado um corpo brutalmente ferido e que não mais suportou as agonias e desespero mundanos...

26 de julho de 2009

Com o tempo...

"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você,definitivamente, não é a pessoa da sua vida.

17 de fevereiro de 2009

MEDO..


Sinceramente, eu ando um tanto preocupada
e por incrível que pareça, a preocupação é comigo, mais precisamente com minha vida.
Eu estou com medo, na verdade, muito medo...

15 de julho de 2008

A vida..?

o.O
A vida nos prega peças,
e às vezes é difícil acreditar no papel que nos é dado..