"Minha mente está cheia e eu estou transbordando" [Ira!]
"Acho que mais me imagino do que sou, ou o que sou não cabe no que consigo ser." [Ferreira Gullar]
"Quem fala em flor não diz tudo. Quem fala em dor diz demais. O poeta se torna mudo sem as palavras reais." [Ferreira Gullar]


- Não importa se é sem sentido, não importa se é sem significado. O importante é que escrevo e assim alivio. Seja bem-vindo ao meu mundo e voe por meus versos! Dê os devidos créditos e assim terá um mundo inteiro de palavras onde viver. Esse é meu mundo e se quiser fazer parte dele é só me seguir...

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11 de agosto de 2012

A menina e suas borboletas


Imagem: Google imagens

Espera. Era aquela sensação mesmo? Será que ainda havia alguma primavera ali dentro que lhe pudesse dar as borboletas no estômago? Há tanto tempo não se sentia assim, desacostumara-se com a sensação gostosa de um beijo quente, um afago suave e um abraço apertado com gosto de saudade. Não se lembrava mais a diferença entre um suspiro de sonho e o de cansaço. Eram ambos relativos e quer saber? Era o mesmo movimento com os ombros, só que era lá dentro dela que mudava tudo. Já não conseguia apreciar as tardes de sorvete porque não tinha tempo, não havia com quem partilhar um sorriso melado e um céu cheio de estrelas. Para ela essas coisas tinham tanta importância, e agora se dava conta de que não se lembrava do dia em que tudo perdeu a cor, quando foi que passou a ignorar a lua, tua companheira até então. Não lembrava mais quando foi que o pôr-do-sol não lhe era mais um espetáculo divino de se ver sentado na grama de mãos dadas com o coração do outro. Não lembrava sequer, da última vez em que amara a si própria, a deslumbrar a imagem refletida no espelho. E se culpava por todas as belas tardes nubladas que perdera enfiada num moletom sem graça assistindo o futebol que tanto odiava. Culpava-se por todo o chocolate em excesso que comera porque eles estavam em crise e por todas as palavras ridículas de raiva e depois arrependimento que se seguiam, e das crises de choro. Espera. Não era isso que estava a sentir naquele momento. Não era culpa, arrependimento, tristeza, nostalgia. Era algo que já conhecia, só não lembrava. Era uma sensação gostosa, sabe? Daquelas em que sentar para ler um livro sob uma árvore significa paz. Ela agora, parecia poder escutar o som de seu coração, “tum-tum, tum-tum”. Quando foi que deixou de prestar atenção nisso? Será que foi quando achou que amar seria doar-se por inteira? Fazer o outro feliz desde que isso custasse sua própria felicidade? Talvez fosse, porque agora conseguia ouvir as batidas do próprio coração, conseguir imaginar as borboletas voando livres e não presas no estômago, embora o bater de asas tenha deixado uma leveza e certo remelexo ali dentro. Agora sorria bobamente com uma frase precipitada, mas se entristecia com o passado lhe atormentando. Não é tormento a palavra certa, mas sim, tentativas vãs de mudá-la e retirar aquilo que estava sentindo naquele momento. Era tão bom se sentir viva novamente, como se todo esse tempo estivesse inerte, adormecida para o que era, adormecida para ela mesma. Então era isso, agora se sentia desperta novamente. Hibernara dentro de sua casca mais uma vez, mas era primavera e estava disposta a explorar as partes que decidiu ocultar um tempo, é que agora podia sentar horas e horas vendo o pôr-do-sol e o nascer da lua sem que ninguém lhe apressasse por ter final de campeonato. Podia contar as estrelas, perder as contas e recomeçar quantas vezes quisesse, porque gostava mesmo disso. Encontrara a parte que se perdera no relacionamento passado, não era saudável aquilo e por isso chegara ao fim. Aprendera tanto, mas também se perdera um pouco e agora estava a se recuperar de tudo que se passou. Nossa! Parecia que há muito tempo não se olhava no espelho de verdade, olhando direto nos olhos parecendo enxergar a alma e conversar com si mesma. Espera. Era da sensação das borboletas de que falava, pois bem, era bom sentir aquilo novamente. Sonhar, o que sempre fizera, agora não parecia tão bobo. Até os medos se tornaram outra coisa, agora se perdiam na infinidade de palavras ditas para o espelho e todas as que ficaram em papeis rasgados e velhos, que ela sabia que nunca leria novamente. Mas tinha a certeza de que se lembraria das palavras, letra por letra como se fosse uma música a ecoar dentro de si. E quer saber? Borboletas são mais bonitas livres e não aprisionadas no corpo. Não precisava mantê-las naquele regato ácido de sentimentos perdidos e confusão. Libertara-as, mas sabia que voltaria a sentir o bater de asas e a sensação de leveza, porque agora, as borboletas estavam a fazê-la voar também.


Laura Ribeiro

30 de julho de 2012

O Coração da Fênix - Capítulo V

No último capítulo do conto, Lily encontrara-se com a doce garotinha Lisy, que lhe alertara sobre o perigo, sobre o Anjo negro que estava à espreita e que tinha os mais profanos desejos............ Leia em: O Coração da Fênix - Capítulo IV



Imagem: peguei no Google há muito tempo

CAPÍTULO V - Tentada por um demônio
Aquilo que dizia no carvalho, realmente acontecera, a fenda abrira-se, a menina disse-me que ele saíra da árvore, e que eu era a pessoa para enfrenta-lo. Mas e o meu sangue, que pingado sobre a mais bela rosa azul se transformava num néctar... Não fazia sentido. Esse néctar teria alguma função, mas, que função? E como eu acharia essa rosa? Ao menos nunca vi uma rosa azul que não em desenhos animados ou fotografias, mas levando em consideração os últimos acontecimentos, não seria difícil acreditar que isso pudesse existir... Afinal, eu vira pássaros que renasciam de cinzas, não é mesmo?
Voltando ao grande carvalho no centro da floresta, não avistei nenhuma das aves. Ao entrar na árvore, vi muito sangue e penas por todos os lados... Engraçado se elas renascem das cinzas quando morrem por qual motivo não havia nenhuma sobrevivente? – pensei. Ao chegar ao centro exato da árvore, vi a grande ave caída e fraca. Corri para tentar salva-la, mas quando cheguei, ela apenas soltou um grito e morreu. No mesmo instante suas penas caíram e viraram espinhos. Não segurei as lágrimas que logo despertaram de meus olhos e caíram, ao cair sobre os espinhos da mestra, eles transformaram-se em botões de rosas, e no mesmo instante abriram-se, rosas de todas as cores, vermelhas, amarelas, violetas, cor-de-rosa, até negras e apenas uma, a maior e mais bela, era azul. Então não pensei duas vezes e tirei do bolso aquela pena que a grande mestra me dera, e com o cálamo cortei meu pulso pingando o fluido escarlate que dele escorria sobre a rosa, por incrível que pareça ao filtrar-se pela flor, o sangue ia perdendo a viscosidade e se ia transformando em um líquido puramente fluido e de um tom dourado, era uma espécie de néctar! Então, peguei minha coroa arranquei com dificuldade o Rubi colocando naquele encaixe o néctar que caia cada vez mais. Assustei-me então, com um vulto que passou rapidamente ao meu lado. Ao olhar para trás, fiquei intensamente apavorada, e congelei, ao ver um anjo que tinha um aspecto assustador e um olhar sombrio... Ele tinha nos lábios cortes e seus dentes pontiagudos faziam jorrar sangue.
Era de se imaginar quem fora o responsável pelo massacre das aves.
Olhei para o néctar e resolvi arriscar que era aquilo que matava aquele ser tenebroso. Quando ia em sua direção, ele caiu morto e atrás dele surgiu um anjo magnífico, suas asas eram negras, ele tinha um corpo esbelto e seus olhos eram tentadores, provocantes. A verdadeira flor do pecado. Então eu caminhei em sua direção e peguei o néctar colocando-o em sua boca, e que lábios lindos eram aqueles! A minha vontade era de beija-los naquele exato momento, mas eu não sabia se ele era do bem ou do mal. Não deu tempo de questionar, pois no mesmo momento que coloquei o néctar em seus lábios, ele regurgitou tudo e ainda mais soltou uma risada irônica e com uma voz sedutora me disse:
-         Você acha que seu sangue pode me fazer algum mal? Eu não sou aquele que irá te destruir e sim aquele que irá te possuir, e já possessa será fraca... Não terá condições para lutar.
-         Eu... Não vou deixar você fazer isso, mesmo sendo muito tentador. Eu não vou cometer um erro tão insano! - Disse-lhe.
Ele então saiu da grande árvore, mas não havia derrotado-o.
Extremamente desnorteada, e já quase perdendo os sentidos, percebi que mesmo sem ver, e sem ter percebido, ele já tinha me possuído. Não entrando em meu corpo, mas sim, deixando-me apaixonada!
Quando olhei no espelho eu estava com outro vestido belíssimo, um lindo traje de baile; em minha cabeça estava uma bela coroa, que combinava com o vestido negro e cravejado de rubis.
Ao sair do Carvalho, percebi que não estava mais na floresta e sim num salão de festas. E um homem, ou ser, não tinha forma exata, anunciava a todos que ali estavam:
-         Atenção, com vocês a princesa LILITH!
Assustada e curiosa entrei no salão que era enorme e tinha muitos seres de aparência grotesca. Estavam todos de vermelho. Apenas eu estava de preto com rubis em seu detalhe – aquilo tudo já estava bizarro demais, pensei. Eu não entendia o que estava acontecendo, então aquele anjo veio em minha direção e disse:
-         Bem vinda minha cara futura Rainha! Tu serás minha esposa, por toda a eternidade! Terás o mundo inteiro a teus pés! É só entregar-me teu corpo e aquela pena com a qual feriste teu pulso.
Eu então sabendo que algo de errado estava acontecendo, mas por outro lado tentada a viver com aquele anjo, sabendo que era o mais puro pecado, quase estendi minha mão quando de repente, uma pessoa gritou: Não! Não faça isso. Não entre por um caminho do qual não terá volta!
Ao olhar para trás vi aquela garotinha estranha, que aos prantos me dizia:
-         LILITH não seja insana! Você deve derrota-lo e não aliar-se a ele. Ele te trairá, e ele quer a pena, não entregue, pois ela tem seu sangue, quando cortaste teu pulso ela tragou toda tua energia. E se entregar a ele, ele roubará teu coração que tem o ritmo da lapidação. Você sabe! O ser que se libertou daquela árvore não foi um anjo ou um demônio e sim teu coração, tua alma de Fênix! Agora você é uma delas. Não deixe que ele termine de possuir-te! Não!
Ao terminar de me dizer isso, a garota virou um brilho incandescente e sumiu. Eu então, confusa, sai correndo daquele lugar, mas antes dei um beijo naquele anjo. Ao chegar na escada percebi que algo de errado havia acontecido, ao olhar para trás ele havia tornado se cinzas e todos que ali estavam, não estavam mais. Então, no ar, com letras distorcidas, a frase completou-se:
“O puro néctar de teu sangue apenas despertará o desejo do pecado. Não entregue tua alma, não entregue teu sangue! Numa noite de chuva o espírito da ave de fogo será selado em um coração tão puro quanto o mel, mas que ao apaixonar-se é capaz de cometer as piores insanidades. Não entregue teu sangue a ele. Ele não merece teu amor, porém este será a causa da tua derrota.”
Então entendi... Nada daquilo o derrotaria, se não houvesse amor. Sim! Por que não? Ele caíra por inveja, mas amava o seu Criador, não é isso que dizem os fieis? Entretanto, não. Era loucura, aquilo tudo era loucura. Demônios não amam, só desejam, e ele me desejava ao mesmo tempo em que queria me matar, e comigo talvez não fosse diferente, afinal ele era um Anjo caído, um demônio, mas ainda sim lindo como nunca vi ninguém! E claro, eu nunca fui cega. Amá-lo não seria lá a coisa mais difícil, sempre tive o tal do “dedo podre” pra isso mesmo, só que tudo aquilo não era um romance que se lê por aí, ele não era do tipo bom moço que aceita um beijo e oferece flores. Ele era mais do tipo que quer o corpo de uma mulher e em troca lhe rouba a vida. Comigo não seria diferente, porque aquele beijo nunca mais se repetiria e amá-lo era me arriscar demais. Deliciosamente arriscado demais.


••• Bem, enfim um novo capítulo! Ele estava precisando de alguma emoção e consegui finalmente revisá-lo para postar aqui. O próximo ainda não tem data certa, então, continuem acompanhando!  Obs: para este capítulo dei um título, foi algo que me ocorreu na ora da postagem, não garanto para os próximos.
Laura Ribeiro =)

2 de julho de 2012

Caio F. Abreu e umas palavras a mais


Imagem: de um Tumblr que não lembro mais
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa..."
Caio F. Abreu

Porque eu não me deixo... É, eu sei, sou complicada, você é complicado, a vida é. E por mais que eu queira simplificar as coisas que acabamos dificultando, não consigo, porque simplificar dificultaria mais as coisas, dizer o que se quer nem sempre esclarece as ideias ou libera o pensamento de pesos e correntes. Talvez fizesse pesar ainda mais a consciência, quando depois do ato se pensa: "ah, poderia ter dito isto ou aquilo, suavizado tal expressão, derramado umas duas lágrimas, ou ter dito tudo entre um meio-sorriso e outro...", mas não. Não é assim tão simples, e também não é assim tão difícil. Só que, o que eu precisava dizer? Já não lembro mais.
Laura Ribeiro


••• Caio, sempre Caio. Inspirando poetas enferrujados, e fazendo as teias de aranha destes meus dedos voltarem-se para a poesia. 

11 de abril de 2012

Batalha, perdas, ganhos... só

[imagem: peguei em um tumblr não lembro o link]
Hoje o sol entrou pela janela radiante, mas sua luz não pareceu refletir em meus olhos, como se nada pudesse fazê-lo. Abrir os olhos hoje, não fez sentido algum porque foi como despertar dentro de um sonho parado, onde  nada acontece, onde nada sai do seu lugar errado para ir ao lugar certo. Nesta manhã, acordar não fez sentido simplesmente por não conseguir sorrir. É como se algo me tivesse tirado a vontade de ser alegre e ao mesmo tempo, viesse se instalar nos meus olhos fechados para o sol, e mais uma vez, abertos para essa minha solidão interior.
Nesta manhã eu só desejava um abraço no qual pudesse me afundar e só sair quando fosse capaz de refletir a luz solar. Só queria que o fato de querer afastar todos de mim fosse o motivo mais forte para uni-los, que essa minha mania de ser dura com os outros quando minha ferida sangra de novo, fosse na verdade, o meu pedido de socorro para que não me deixem afundar em minha concha de novo. Acredito que tenha realmente uma pérola aqui dentro, e não um monte mal formado de areia e sal. Só queria que meus olhos fossem lidos por quem eu gostaria que lesse, e não por quem não pode me ajudar. Ah, como gostaria que alguém lutasse para me salvar de mim mesma, porque eu... desisti.
A verdade é que preciso me encontrar novamente, preciso curar minha ferida de verdade e não apenas estancar o sangue. Preciso voltar a acreditar que posso lutar por mim mesma e parar de esperar que o façam por mim. Porque não vai acontecer. As batalhas que enfrento a cada dia pelos outros não me serão compensadas (não que eu queira que sejam, mas já tive esperanças), e essas pequenas vitórias não são minhas (embora as derrotas sim), são daqueles por quem enfrento tudo inclusive aqueles medos profundos que não enfrento por mim mesma. É... está na hora de parar com esse pensamento de alguém fará o mesmo por mim. Minhas batalhas sou eu quem devo lutar, porque se houver mérito, ele será completamente meu. Preciso aprender a me enxergar nesse corpo, preciso aprender a me enxergar quando me olho no espelho. Preciso confiar em mim e a mim, eu mesma. Não há soldados para uma batalha que já se inicia perdida. Não há luta quando não se quer lutar. Mas eu quero, e mesmo que não tenha soldados, mesmo que seja eu mesma o meu próprio soldado, se falhar poderei recomeçar e não simplesmente abandonar a mim, como já fiz tempos atrás, como fiz hoje comigo. Eu só preciso acreditar em mim tanto quanto eu acredito e espero dos outros, porque eu sei que eu não me decepcionarei como os outros fazem.
Não quero ser só. Quero ser amiga de mim também.

23 de dezembro de 2011

Entre moscas e carvalhos...

Há pessoas que entram em nossas vidas ao acaso e bagunçam tudo o que demorou pra ser restabelecido, deixando marcas um tanto dolorosas quando decidem ir embora de maneira egoísta; Há pessoas que vêm, ficam um tempo e acabam indo por simplesmente não terem razões para ficar; Há pessoas que vem para somar e não acrescentam nada ou aquelas que só aparecem quando lhes convêm. Só que há aquelas que fazem a diferença e acima de tudo, marcam seu espaço e não se permitem partir... São como grandes carvalhos que demoram para crescer mas fincam suas raízes tão firmes no solo que nunca vão embora de verdade, ao contrário das outras que são como moscas que só deixam larvas e podridão. Neste ano aprendi a enxergar e a cuidar de meus carvalhos. Aprendi a limpar meu solo para que moscas não pousem.

Há sempre uma pessoa que entra na nossa vida sem razão nem porquê, parece até que não ficará por muito tempo, mas também não parece ser como uma mosca. Talvez esteja preparando o solo pra fincar suas raízes... Enquanto diz ser temporário. Só que nem a gente nem ela sabe o quanto se tornará importante. E essa nova relação pode ser de amizade eterna, de companheirismo e de amor. 

Há pessoas que marcam nossas vidas e de um jeito ou de outro, carvalho ou moscas, ficando ou partindo, elas ficam na memória um certo tempo até que o esquecimento chegue. E ele pode ser assim que ela se vai, ou quando nos obrigamos a deixá-la ir. Ou então, ele simplesmente não vem. 
E sinceramente, desejo que ele não venha agora tirar-me as boas memórias, mas que leve as larvas consigo.

Laura Ribeiro,
algumas extensões de pensamentos para o facebook :)
Ah, inspiração... Como é bom tê-la de novo à porta, à ponta destes meus dedos e novamente fincada em meus olhos, ouvidos, alma e coração. Saia de minha boca mas retorne aos meus lábios sempre. Doce amiga&companheira.

22 de agosto de 2011

Versos em flor

Urca - Rio de Janeiro (imagem retirada do Google, é uma pena pois gostaria de ter registrado eu mesma)


De mãos dadas, corações interligados e o pensamento de ambos, em uma mesma sintonia. Dois olhares voltados na mesma direção... E nosso amor, ah, nosso amor sempre tão belo. Andávamos juntos olhando a paisagem e nos perguntando se seria para sempre. Mas querido, não façamos mais tais indagações. Não prometamos mais um futuro juntos, mas sim, aproveitemos o agora, e nos deliciemos com nossas mais lindas lembranças. Pois assim, tenho certeza que lá na frente olharemos estes mesmos momentos e concluiremos que nosso futuro tão esperado é o presente em questão.
Saiba que aquela tarde foi a mais linda... Andar pelas calçadas que muitos poetas andaram um dia procurando seus amores que os inspiraram a compor os mais belos versos românticos. E nós dois caminhando por esse caminho mágico e encantado. Amo-te como o poeta ama seus versos em flor. Amo-te tão sinceramente como tais versos de amor.

12 de agosto de 2011

Como num voo a dois...


Como num parque de ferrugens que guarda lembranças por si só, vejo e revejo estes momentos que tanto me felicitam... Ah, como o adoro! Sim, porque somos tão somente nós... Há uma sintonia que nos envolve, que embala nossas noites tão mágicas e irreais.
Os sonhos contigo são os mais doces, e os dias... ah, os dias são sempre os mais alegres. Até nos desencontros nos encontramos depois de certo tempo. 
"Abraços e brigas.." diz a música e nossa vida a dois também! Reconciliar-nos faz tão parte da gente que às vezes até penso que são nossos desentendimentos que nos mostra o quanto nos completamos.
E como numa noite de luar completo, sinto as estrelas de teus lindos olhos pegarem minha alma no colo e abraçarem meus sonhos no espaço de teu mais belo sorriso!
Como num voo a dois.

Laura Ribeiro

10 de julho de 2011

Yes, I do ♥

"[...] Não posso te atropelar/Nem te pedir/Pra ficar aí sozinho/Não sei nem como te falar/Que na verdade/Quero ter você comigo/Pra te dar colo e te ver deitado/Na minha cama/E não naquele sofá emprestado/Daria um pedaço do meu medo/Pra saber se você tem coragem/A distância entrelaça os nossos dedos/Pra encurtar a viagem...♪" [Megh Stock - Sofá emprestado]

Quando tudo parecia não fazer mais sentido, quando as flores da primavera pareciam murchar e dar lugar ao sépia outonal e quando a noite era tão fria quanto o que ela sentia dentro de si, um sorriso emergiu da escuridão.
Quando tupo parecia perdido, e seu sentimento mais uma vez calado e sufocado, não correspondido... Surgiu um sinal.
No meio da multidão ele surgiu com seu sorriso doce e habitual. Era a  maneira mais singela de fazer uma surpresa, mas a maneira mais linda de mostrar que sim, ele se importava com ela. Ai então pareceu que as estações voaram e novamente a primavera surgiu. O frio dentro de si desapareceu assim que aquele sorriso lhe disse o que o coração sentia. Sim, ele a amava.
Valeu a pena enfim ter esperado, valeu a pena os desentendimentos e tudo o mais. Ele simplesmente lhe virou e disse: "Descobri que te amo e que não consigo viver mais um dia sem você". Ao passo em que ela sorriu e com os olhos estava a lhe dizer a mesma coisa. Então o pedido veio e ela só conseguia dizer que sim. A noite foi embalada por doces sonhos juvenis e doces... E ao acordar ela olhou para o lado e o viu ali, com o melhor dos sorrisos lhe dizendo bom dia e mais uma vez as palavras que ela não se cansava de ouvir.
E então tudo fez sentido, o amor que floresceu entre os dois era tão lindo... Que bastava apenas sentir.
E foi a vez dela dizer que o amava, e que sim... era com ele que seria feliz.


Laura Ribeiro

15 de abril de 2011

O Coração da Fênix - Capítulo III


CAPÍTULO III

Chegando ao centro de pesquisas, localizado na floresta ao lado da faculdade, logo senti uma atmosfera pesada. Os meus colegas de profissão estavam todos assustados e vieram correndo em minha direção contar-me o que de estranho estava acontecendo.
A ave que estavam pesquisando, estava se multiplicando formando um verdadeiro exército, e mesmo quando morta ardia em chamas renascendo das cinzas. Parecido com o caso da Fênix, mas uma ave dessas vive por muito tempo, segundo a mitologia, e sua existência nunca fora provada... Até agora.
O problema é que esse pássaro não se mostrava pacífico quanto a formosa Fênix parecia ser. Ele perseguia qualquer um que se aproximasse de seu ninho que estava dentro de um... Carvalho! A árvore estava localizada bem no centro da floresta, e as aves ficavam ali observando para que nenhum predador as atacasse. Eu queria vê-las de perto para saber como eram na realidade, mas não queriam me deixar ir até o local. Eu não tive medo, nunca temi a morte, pelo menos a rápida. Consegui distrair todos e segui ao centro da mata, onde segundo os pesquisadores estava localizado o ninho da Fênix. Chegando lá, realmente elas estavam em grande número, entretanto, elas não se perturbaram com a minha presença, muito pelo contrário, ficaram voando sobre mim em círculos, e as que permaneceram em seus lugares, soltavam um belo canto. E cada vez mais eu me aproximava do grande carvalho. Até que ouvi um barulho vindo do mato, as aves começaram a voar na minha frente então eu não via nada, todavia, parecia que elas estavam me protegendo de algo. E de repente... Tudo se apagou.

Acordei, com uma leve dor de cabeça e minha visão estava um tanto embaçada. De primeiro plano avistei apenas uma grande mancha alaranjada com alguns toques de vermelho.
Fechei os olhos novamente, e quando abri, quão grande foi o meu espanto ao ver que estava cercada por aquelas aves místicas. Elas estavam todas ali, me rodeando e me observando, como se estivessem ali o tempo todo esperando eu acordar. Ao olhar em volta percebi que não estava mais no centro da floresta ao lado da grande árvore, e sim dentro dela.
Olhei pra cima e apenas consegui identificar um pequeno feixe de luz que lutava em atravessar a densa camada de cascas e folhas do Carvalho que foram arrancadas, talvez por aqueles fortes bicos das estranhas criaturas.
Eu não me recordava muito bem do que de fato acontecera, mas maravilhava-me a cada coisa que via ali, eram todas de uma beleza fora do normal, nunca vira algo tão belo assim, realmente espantoso e fascinante!
Tentei levantar, todavia cai logo em seguida, pois algo me dera uma forte pancada da qual eu ainda não havia me recuperado. Ao olhar por uma fenda que permitia ver o lado de fora da árvore, percebi que já anoitecera, e que outras aves estavam na guarda do grande ninho. Ah! O grande ninho... Muito belo por sinal. Estava dividido em três pequenas áreas que se organizavam em andares.
O primeiro mais baixo era onde ainda estavam os ovos, na segunda os filhotes recém-nascidos recebiam alimentos daquilo que pareciam ser as fêmeas. E no último já estavam bem crescidinhos os pequenos bebês, mas o interessante é que cada um possuía uma coloração diferente, assim como as adultas.
As guardiãs eram avermelhadas com um círculo negro em volta dos olhos, a cauda e as penas debaixo das asas era cor de laranja; já as que estavam cuidando dos bebês eram completamente laranja, com a cauda negra e as asas avermelhadas, em suas cabeças havia uma espécie de coroa de cor amarela. E a maior de todas era a mais magnífica, a mais bela e majestosa de todas as outras.
Ela era negra, com os olhos cor de fogo, em sua cabeça tinha uma crista de penas vermelho-sangue e sua cauda enorme era entre um laranja bem forte e amarelo Sol. Suas asas tinham uma cor que não soube identificar, pois era muito diferente e bela, entre as matizes aproximadas do vermelho para o negro. Fiquei encantada com tudo aquilo.
O que mais me espantou foi quando eu olhei pra mim. Eu estava tão enlevada com tudo aquilo e nem percebi que não estava mais vestida com a mesma roupa anterior ao desmaio. Ao levantar, deparei-me com uma reserva d’água e pude ver meu reflexo... Eu estava em um belo vestido negro, no estilo medieval, e minhas sapatilhas eram vermelhas cor de Rubi. O vestido estava numa combinação com as amarrações vermelhas da cintura e era tão belo que eu não entendia o porquê de estar vestindo-o.
Quando as aves perceberam que eu havia recobrado os sentidos e que estava perfeitamente bem, fizeram algo semelhante a uma saudação, curvando-se, enquanto a grande ave vinha em minha direção. Ao chegar perto de mim, ela retirou de suas penas uma maravilhosa pena cor de fogo e me entregou ao que eu coloquei no bolso que tinha em meu vestido – na verdade um buraco escondido por dentro da saia enorme e rodada. Mas meus presentes ainda não terminaram, vieram duas aves, a primeira trazia uma linda capa para que eu saísse da árvore já que começara o inverno e nevava; a outra trazia uma coroa belíssima em ouro branco, cravejada de diamantes e com uma pedra maravilhosa em Rubi.
Eu não acreditei, mas aquelas aves pensavam e me adoravam como se eu fosse rainha delas. Depois de feita essa cerimônia, todas elas voltaram para seus lugares e eu saí da grande árvore, ainda curiosa para saber o que encontraria no exterior... A curiosidade arrebatava-me de uma forma tão surpreendente que eu não sentia medo algum. Mal sabia que do que estava por vir... Minha vida estava em risco, e eu ingênua nem havia parado pra pensar.


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Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pela demora em postar este capítulo. Estava tão perdida e ocupada com a faculdade. Agora é chegada a hora da verdade... Primeira bateria de provas começou essa semana e muito mais está por vir, então estou tentando estudar feito louca. Internet virou algo muito estranho para essa minha vida... Vida social? puff, não existe mais. Está "minimizado" este fator da minha vida... Brincadeiras a parte, enfim o terceiro capítulo...
Tentarei postar o próximo o mais breve possível!!!
- Sugestões, críticas e qualquer outra coisa:
Ou pelo Facebook. :D

Abraço,
Laura Ribeiro.

20 de março de 2011

O Coração da Fênix - Capítulo I

Olá meus queridos... Ando sem ter o que escrever, e sem tempo também. Então, as próximas postagens serão baseadas em um conto que estou escrevendo. Ainda não achei um fim, por isso peço que, comentem, opinem, dêem sugestões para que eu possa melhorá-lo e finalizá-lo. É um conto completamente fictício e um tanto maluco... Mas espero que gostem.


CAPÍTULO I

A vida nunca me foi um problema, pelo menos, nunca tinha percebido que o fosse. Nunca me passou pela cabeça, de que um dia, tudo iria mudar e pra pior.
Tudo aconteceu numa bela manhã de tempestade, os trovões fortes pareciam me dizer: “fique mais um pouco”. Antes tivesse escutado. Mas, insisti em levantar para descobrir de onde vinha um barulho infernal que me acordou. Com os pés descalços, andei lentamente até a cozinha e qual foi a minha surpresa ao ver que, havia deixado a janela aberta e o vento forte insistia em bater. Mas, eu jurava que a fechara na noite anterior... Estranho...
No momento, o que se passava pela minha cabeça era apenas, fecha-la e voltar a dormir. O estranho foi que, ao olhar pela janela vi um belo pássaro sendo atacado por um corvo, o passarinho tentava fugir, mas o seu perseguidor não desistia de atormentá-lo... Enquanto eu assistia aquela estranha cena, assustei-me ao ouvir um terrível barulho vindo do mesmo local daquela briga, perto de onde estavam, havia um antigo carvalho que já por passar dos cem anos de idade perdera as folhas e ficara com um aspecto sombrio, deixando minha casa – que já era vista por toda a vizinhança como assustadora e assombrada por fantasmas – mais horripilante.
Aquele  estranho som vinha de dentro do carvalho, curiosa, fui saber a sua origem. Chegando lá, reparei que uma enorme fenda abrira-se. Era tão imenso, tão profundo que eu consegui entrar e naquela escuridão, senti meu corpo envolto por uma substância que no momento não sabia qual era. Sai de lá e no pequeno feixe de luz que saia de meu quarto, olhei para minhas mãos e me vi encoberta por um líquido viscoso e vermelho... sangue!
Corri para dentro de casa e pude concluir que em minha roupa havia mesmo sangue. Intrigada, apanhei minha lanterna, nem me preocupei em retirar aquele sangue de meu corpo e fui novamente em direção ao carvalho... Por dentro, não havia nada, mesmo eu iluminando com a lanterna, apenas notei que no fundo havia algumas palavras escritas, pelo jeito já havia muito tempo que aquilo estava ali, pois dava pra se notar que havia camadas de casca de todas as vezes que a árvore se renovara. Iluminando aquele espaço com a luz fraca da minha lanterna, li as seguintes palavras: “há muito sangue a ser derramado”, notei que aquela frase repetia-se e as vezes que eu lia minha voz modificava-se, engrossando e ficando tenebrosa, na última frase estava escrito: “sobre o carvalho seco, escrevo essas palavras, até que o dia se torne o coração do mesmo. Numa noite de chuva se eternizará a maldição, a luta entre o corvo e o pássaro , o sangue deste derramado sobre a árvore, despertará o ser que nele vive e na mesma manhã de chuva, a fenda abrirá e dela, o ser sairá! Saiam todos de sangue puro, apenas uma alma poderá salvar a humanidade, aquela cujo coração bate no ritmo da lapidação do diamante negro, e cujo sangue que pingado sobre a mais linda rosa azul, atravessa as suas pétalas e filtrado pelo encanto da bela flor, transforma-se em um doce néctar que...” quando cheguei nessa parte, aonde terminaria aquelas palavras sem sentido, senti um tremor e ao mesmo tempo espanto, o medo tomava conta de mim, tanto era que em meu braço senti o arrepio seguir até minha nuca. No mesmo momento, a minha lanterna falhou. Corri para casa para pegar outra pilha e voltei ao carvalho, chegando no local das palavras vi que nada mais havia escrito, apenas algumas palavras que mesmo ilegíveis, consegui ler: “... e o fogo tomará conta de mim, a decadência de uma paixão, o fogo será meu fim”.
Quando terminei de ler, me passou uma idéia absurda pela cabeça que na hora era a única coisa que eu conseguia pensar, novamente fui até minha casa, peguei minha câmera, e voltei ao carvalho, fotografei todo o interior da árvore inclusive aquele texto que me fez temer e começar a acreditar na lenda urbana que circulava em minha rua. Depois de ter feito aquilo, levei minha máquina até meu quarto, liguei o computador e passei as fotos, gravando em um cd e tirando várias cópias.
Olhei para o relógio, estava na hora de seguir rumo ao trabalho. Naquela semana, eu estava muito atarefada com uma nova pesquisa que surgira. Era algo misterioso também, os cientistas de minha cidade haviam descoberto uma nova espécie de pássaro, ele tinha as asas cor de fogo, em volta do olho era vermelho sangue e o resto do corpo era negro como... o diamante negro! Meu Deus!
Agora tudo se encaixa perfeitamente... o fogo, o sangue e o diamante... mesmo aquelas palavras sendo totalmente diferentes e sendo referidas à alma que salvaria e não a que destruiria o mundo...

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••• E então, o que acharam? Comentem! ou enviem um e-mail para: laura.ske@hotmail.com
O próximo capítulo será postado domingo que vem.
Abraços,
Laura Ribeiro.

22 de fevereiro de 2011

Pés descalços

Quebrei os meus desejos
Apostei nos meus defeitos
Calcei meus sapatos e parti...

Passei por estâncias [des]conhecidas
Apreciei todas as vistas
As quais, agora, esqueci.

Numa tarde bela e quente
Em que o Sol era poente,
Com a Lua adormeci.

Tive sonhos esquisitos
De sentimentos fugidios
Os quais nunca senti.

Era parecido com desespero
Ver todo um canteiro
morto - dentro de um jardim.

Sentei-me numa calçada
e na rua abandonada
solitária me senti.

Tirei os meus sapatos
Desfiz os nós dados
em minha pobre alma - e sorri.

Era uma tarde de verão
Dessas em que o coração
Sente-se pronto pra fugir.

Ir pra onde?
Já não sei.
Só sei que devo ir.

E nestas linhas incompletas
Entre declarações secretas
Acabo por me despedir...

Agora de pés descalços
Não dou mais aqueles passos falsos
que outrora fizeram-me cair.

Então com os amigos - de mãos dadas
Sigo por esta estrada
Que espero - e desejo - não ter fim.

Finalmente me encontrei
E a mim mesma perdoei
Pensando que agora hei de ser feliz!

Laura Ribeiro

- E ela se foi com a certeza de não mais voltar... Para aquele mundinho perdido no qual outrora se trancou. Agora ela sorri para o novo mundo que criou.

11 de fevereiro de 2011

Chove...

Imagem repetida, eu sei.
Chove...
Mas não é só lá fora não, na alma dela também. Dentro há tanta confusão, inconstância e uma pitada de dor azeda pela alegria. Há a saudade também. A saudade que vem e rega o seu jardim de flores esquecidas pela lembrança. Em sua alma há flores da desordem e da impaciência que ela insiste em observar todas as vezes em que o Sol vem lhe saudar a nova tarde. E toda vez que a Lua lhe acorda, ela recita versos que não rimam, só para ter a certeza de que ainda resta algo a se fazer.
Diz o velho ditado que "depois da tempestade vem a bonança", mas o seu arco-iris há muito desbotou. O céu emudece toda vez que ela chove, e seu coração lhe grita toda vez que sua voz insiste em se calar. Esqueça doce menina... Esqueça das flores que murcharam, dos passarinhos que se mudaram e da árvore que já secou. Esqueça doce criança, dos brinquedos que se quebraram, do afeto que lhe foi roubado, dos contos que se passaram, da chuva que não mais parou.
No entanto, seus olhos secos não demonstram o amargor de teus lábios entreabertos que esboçam um lindo sorriso. O jardineiro veio lhe contar que as novas sementes germinaram e que mais flores estão a se abrir. Vá correndo linda pequena, sim, vá e veja que lindas flores estão a sorrir! Flores de todas as cores... Esperança, alegria, sonhos, fantasia. Tudo o que o céu negro lhe negou. Então faça teu sol se abrir, enxugue a chuva do teu jardim e lance mais versos ao mar. Porque talvez, só talvez, você ainda consiga rimar.


*** Outro texto que me ocorreu do nada. Acho que na verdade tudo o que escrevemos estava desde muito tempo guardado em nosso âmago, mas só se deixa libertar naqueles momentos propícios para isso. Assim como a chuva que só se deixa cair quando é a hora. Este surgiu em um momento de inconstância, tédio e até um pouco de tristeza. Mudo de humor tão constantemente, que chego a me impressionar. Agora mesmo, o relógio marca 01:32 da manhã e eu aqui sem um pingo de sono, porque a dor não me permite dormir.

Laura Ribeiro

7 de outubro de 2010

3 de outubro de 2010

Segure minha vida

"Foi assim que a conheci / Naquele dia junto ao mar / As ondas vinham beijar a praia/ O sol brilhava de tanta emoção / Um rosto lindo, como o verão / E um beijo aconteceu / [...] / Tenho certeza que não sonhava...♪"

21 de maio de 2010

Caro Lúcio,

Lúcio, meu Anjo, algo que escrevi como uma tosca tentativa de lhe desejar Parabéns por mais um Outono.

16 de maio de 2010

Marés do Tempo


Tides Of Time - EPICA
"[...] Às vezes sinto que não tenho palavras
Às vezes sinto que não estou sendo ouvido
E então temo não sentir mais nada [...]"
AS MARÉS DO TEMPO QUE ME TROUXERAM TUA ESSÊNCIA... 

14 de maio de 2010

Céu de incertezas

Nossa, faz tanto tempo que não venho aqui...
Até esqueci de contar que fui ao show do Epica *--* (foi lindo...) e que vi Alice in Wonderland (foi lindo também, embora esperasse um pouco mais).
Eu andei escrevendo muito mas ainda não tive tempo de postar nada, tampouco de passar para o computador. Os pensamentos que passei para o papel estão ainda rabiscados em meus cadernos de anotações, e são tantos -.-'

Falando de mim...

3 de julho de 2009

Onde...

"Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?"

Onde andas ?
Vistes ou sentistes minha presença?
Velei teu sono mais uma vez, observando-o de longe...